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Inaldete Pinheiro de Andrade, uma joia da literatura afro-brasileira



Que presente, quanta honra e alegria desfrutar algumas horas na companhia dessa estrela que posso chamar de amiga. Assistimos o entardecer tomando água de coco no calçadão da praia de Boa Viagem. 


A grande Inaldete Pinheiro é referência como pesquisadora da cultura afro-brasileira e da diáspora e ativista contra o racismo e pelos Direitos Humanos, do movimento negro desde a década de 70. É autora de mais de dezena de livros infantis e de diversas outras temáticas. Entre eles, o infanto-juvenil "Uma aventura do Velho Baobá", árvore nativo das savanas da África, de grande significado ancestral, que decide atravessar o oceano Atlântico para encontrar seus parentes em terras brasileiras. O livro foi publicado pela Editora Zahar, do grupo Companhia das Letras em 2022. "Travessia", presente que recebi de suas mãos, é primeiro livro de poesia, lançado em 2019*.


Graduada em enfermagem e mestra em serviço social, escritora e contadora de histórias,

estudiosa e divulgadora do Maracatu (manifestação cultural nascido em Pernambuco no período colonial, que envolve música, dança e religiosidade de origens africanas), Inaldete nasceu no Rio Grande do Norte e aos 20 anos, mudou-se para o Recife para fazer faculdade, onde também ajudou a fundar o Movimento Negro de Pernambuco. Do alto dos seus 77 anos, ela está em plena atividade literária e intelectual, com vários trabalhos em fase de produção e outros a caminho de lançamento. 


Um nome que merece todo nosso respeito e reverência, como potência da literatura feminina e figura fundamental na historia de luta e resistência pelo reconhecimento dos valores culturais e humanização da população negra brasileira.


Outras obras assinadas por Inaldete Pinheiro de Andrade:

"Cinco cantigas para se contar” (1989), “Pai Adão era Nagô” (1989), editado pelo Centro de Cultura Luiz Freire, “Racismo e anti-racismo na literatura infanto-juvenil” (2001), pela Etnia Produção Editorial, “A Calunga e o Maracatu” (2007), editado pela Secretaria de Cultura da Prefeitura do Recife, e “Baobás de Ipojuca” (2008), pelas Edições Bagaço









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